10.5.08

embora - pro - passado

eu não tenho mais o tamanho que eu tinha.
eu não como mais maçã como nos desenhos animados. dando aquela voltinha.
não começo a comer o biscoito pelo recheio. (é que agora eu acho tão bonzinho o gosto do biscoito e do recheio juntos...)

a casa da minha avó não tem mais o tamanho que tinha.
as coisas não estão no mesmo lugar.
é engraçado como a cada mudança eu me lembro extamente de como era Antes.
era um palácio. um quarteirão inteiro.
o melhor lugar do mundo pra correr e se esconder.

- esconde! esconde! lá vem ela!!! (som de chinelas arrastando...)
- na janela! na janela!
- Mininu! o que é que vocês estão fazendo dentro do guarda-roupas??!!?

ela não briga mais como brigava Antes.

não tenho mais aqueles pesadelos com vampiros, cobras e fantasmas, das histórias de minha tia. também, a rede do meu avô não poderia mais ser meu refúgio desses sonhos...
o tempo pra dormir também mudou.
(só na casa da minha vó ainda durmo como Antes...)

quando volto à Parnaíba...
minha casa não tem mais o tamanho que Eu tinha.
ela encolheu. não fui eu quem cresceu! não fui!
o marco da mudança está no banheiro.
Antes, eu, de braços abertos, alançava, no máximo, as paredes imaginárias do box.
agora, abarco o todo o lugar. de um lado a outro, os dedos tocam as paredes.
me sinto naquelas armadilhas de filmes inspirados em Indiana Jones.

entrar em casas abandonadas não tem a mesma graça.
o escuro, não tem a mesma cor de Antes.
os desenhos tem mais graça quando lembram a primeira vez que ri deles.




mas, ainda tenho
a memória disso tudo.

(quem vê jura que eu me conformo com isso!! kkk)

7.5.08

Ossos de Carniça (own! do ofício...)

Adoro fazer matérias de cultura e esporte! Mas as de “cidade” é que rendem coisas coisadas...

Em uma reunião na associação de moradores no Conjunto Santa Fé, em Teresina. Os moradores tiveram a brilhante idéia de chamar o comando da polícia militar para pedir providências e propor até parcerias. E olha que a situação lá é mesmo crítica! Assaltos, roubos, furtos, assassinatos, tiroteios, cobrança de pedágios(!) e por aí vai....

Quando os policiais foram falar. Inclusive o comandante geral, Coronel Prado, olha as pérolas que saíram! As 3 primeiras jóias são dele:


- “a violência começa dentro de casa, na família. Nossos maiores problemas são com as Famílias! Porque os pais sabem que os filhos são delinqüentes e não denunciam...”. por que será, não é mesmo?! E imagina se os “maiores problemas” fossem com os bandidos! Os “sem-família”.

- “depois, as pessoas querem cobrar providencias da polícia...ora! a segurança nas casas, é cada um quem deve tomar de conta da sua! (!!!) O papel da polícia militar é fazer policiamento ostensivo nas ruas!" (???). Essa realmente foi uma novidade pra mim!

Então, ele começou a tentar “corrigir” o Povo. Tentando “ensinar” a diferença entre assalto, roubo e furto...

- “assalto nem é crime! Nem existe essa descrição no código civil!”. E não??? Pois, pergunte ao comerciante da esquina pra ver se ele não descreve direitinho! Ele, que escapou de pegar três tiros porque a arma “bateu catolé”.

- “eu fico até envergonhado de ouvir vocês (a população) falando assim (fazendo denúncias sobre violência!) da minha região. (...) eu desafio a qualquer um dizer que nunca (nunca é tanto tempo...) viu uma viatura andando pelo bairro. (...) agora, se a gente tivesse uma bola de cristal a gente estava ‘em cima’ de todos os crimes”. Atenção! Atenção! videntes e cartomantes de toda região, agora a polícia militar do Piauí vai abrir licitação para aquisição de bolas de cristal! equipamento indíspensável à manutenção da paz e tranquilidade.


Essa última é do coronel Eriverton, “responsável” pela região, se me lembro bem. - Tinha anotado um monte, mas esqueci o papel dentro do carro de reportagem... é casto!

Outra coisa que me deixou impressionada foi que quando cada um desses policiais acabava de falar essas “verdades” na cara do povo, e olha que tinha até muita gente do meu ponto de vista, eles começavam a aplaudir!!! Havia muitos estudantes. Fico pensando se eles aplaudiram só pelo costume de aplaudir quando alguém acaba de falar, se aplaudiram porque eram “autoridades”, ou se eles aplaudiram porque não haviam escutado o mesmo que eu...

Bom, as questões filosóficas de quem merece quem e o que, fica pra outro post.

Tire você suas próprias conclusões.


Detalhe: o Deputado estadual Temístocles Filho estava lá. Ele é presidente da Assembléia Legislativa (e nunca mais eu esqueço essas palavrinhas...kkk).

Ele se pronunciou? Não.

Faria diferença? Quem sabe...

talvez servisse pra aumentar minha lista.

5.5.08

Multilígono Caleidoscópico




Éramos três – Van, Karla J. e Dane. Depois ficamos duas.

Chegou o Ti e voltamos a ser terceto.

Com o Guinho um quadrado.

(Ado! A Ado - cada um no seu quadrado. certo? bem, com a gente não era bem assim...)

nesse tempo o Fael já entra e sai. Entra e sai.

Só pela porta da frente que ele é um rapaz educado!

Daí, já começamos a contar cinco, um pentágono.


Nesse clima, o Ti tem duas Namoradas.

E a Dane tem dois Namorados.

A Van tem um Namorado e um Amigo.

O Guinho tem uma Namorada (quase ex.) e outra Namorada.

Depois, contamos ainda a Fernanda, a Jaque, o Gugu...

A Ly e a Lidi, quase ao mesmo tempo. E o Fael lá! Firme e forte!

As contas foram se embolando, até a gente desistir de contar. Criamos

O Multilígono Caleidoscópico.


Tudo pra contar uma história de Amizade.

Uma coisa tipo assim: “a gente junto é muito bonito é assim,

uma borboleta pela rua quando ta ventando...”

Enraizada nesse som.


Aí a Van diz:

“Ela é uma das pontas do quarteto multilígono que vem desfazendo-se aos poucos”


Acompanhando o raciocínio de Rafa,

Também acho que a vida acontece em espiral.

Ou melhor, numa “hélice helicoidal”, como o DNA.

Teoria do Caos a parte...

Não considerar que a vida aconteça em ciclos é não aceitar, de certa forma, o fim das coisas.

Mas aceitar que as coisas mudam. Mudam...


A questão é: como lidar com essas mudanças?

Aceitar? Não aceitar? - ???

Não podemos impedir que as mudanças aconteçam... é a hélice da vida a girar!

E cada vez que gira revolve a poeira que cobre o que virou “costume”

Mostra novos caminhos, novos horizontes, novas maneiras...


Essa hélice não gira na mesma velocidade pra todos

Às vezes, a gente vê a poeira levantar pra todo mundo

e no nosso mundo caem o vestígios do que passou.

Eternidade existe? Acho que algumas coisas deveriam, sim, ser eternas.

Uma delas: o Amor.

Que colore qualquer explicação.

Deixa pra sempre a boa lembrança em nossas mentes.

Tai! uma coisa que realmente é eterna: a Lembrança.


Espero que meu “Alzheimer” não me tire isso também.

Isso não é uma carta de despedida, é apenas o reflexo de um pensamento...

4.5.08

guerra!

é de abismar o quanto a gente luta pra conseguir certas coisas. luta mesmo. trava batalhas.
coisas que deveriam ser simples de se conseguir.
às vezes me sinto o Tibet nas mãos da China.
pena que não tenho um Dali Lama pra me dizer com manter a calma e a serenidade nos momentos certos.
gosto de uma frase: liberdade, não há que explique. não há que não entenda.
ou mais ou menos assim.
é por isso que lutamos.
essa guerra não é solitária. todos lutamos por isso.
todo dia. dentro de casa, na universidade, na profissão, no nosso país.
dentro da gente!





e, então, ouvir "pais e filhos" (legião urbana) é covardia.
violação dos direitos humanos...

2.5.08

Ai, se não sesse...

- prestenção, que o mininu dosôio verde num é a cara do sertão!

- mas purquê? os ôio dele faz verdejá a plantação?

pra fazer isso meu fi, só água.

e num é das lágrimas que a mãe dele derrama

de seusói tão azul como o céu sem núve.

nois resa pro céu descê e molhar o chão, sem olhar pra cor.

lavar essa cara pra mostrar o sorriso,

feliz de ver o olho colher o verde que demorou pra nascer.



by Dalyne Barbosa