26.11.08

Brasil, doido! Por que tu é assim, Caran??? -2

"A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado aprovou nesta terça-feira (25) projeto de lei que estabelece cota de 40% para a meia-entrada. Na prática, isso significa que 40% do total de ingressos em shows, teatros, cinemas, circos, museus e outros eventos culturais ou esportivos serão destinados a estudantes e pessoas com mais de 60 anos."

pra saber a opinão do blog sobre o assunto veja o primeiro post da série "Brasil, doido! Por que tu é assim, Caran???"

e para conhecer os "culpados":

"O projeto original é de autoria dos senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flávio Arns (PT-PR)."

mas o leriado ainda não acaba por aí!
"Por ter sofrido alterações, a matéria deverá passar por um novo turno de votação na comissão antes de ser encaminhada para a Câmara dos Deputados. Se for apresentado recurso, o projeto pode ter de passar por uma votação no Plenário do Senado antes de ser encaminhado à Câmara."

mais sobre o assunto: cidadeverde.com



(eita! que agora eu aprendi a botar link e num quero mais fazer outra coisa, né!? rs)

20.11.08

Me amarrei

coisasdevanesa.blogspot.com diz:

"Teresinense pode votar no plebiscito que o Kim do Carangueijo (prefeito eleito)diz que vai fazer para saber a opinião da população sobre a mudança de nome de Luís Correia para Amarração? Tendo em vista que todo teresinense tem um certo direito em relação a LC, eu super votaria a favor.

Primeiro, alguém sabe quem foi Luís Correia ou qual a razão para a cidade se chamar Luís Correia? Nem o Google, após uma breve consulta, deu-me uma resposta razoável. Segundo, cidades com nomes de pessoas (tenham elas sido realmente importantes ou não) parecem sempre menos simpáticas. ALém disso, AMARRAÇÃO, antigo nome de LC, é nome com cara de cidade litorânea, de cidade turística, é um nome convidativo - especialmente para os desesperados por praia que moram na única-capital-nordestina-fora-do-litoral."

sendo Parnaibana (Parnaíba é a cidade visinha à atual Luis Correia) acho que tenho mais direito de votar, até porque passei minha infância comendo no Kim do Carangueijo, ou melhor, Carangueijo no Kim... mas o fato é que também me amarrei na idéia e super apóio a mudança!

mas pra quem não sabe tem cidade maior querendo mudar de nome também, há um tempo atraz um vereador de João Pessa (que eu tenho certeza que o Ígor-correspondente-em-Jampa, vai colocar o nome no comentário!) também propôs a mudança do nome da capital da Paraíba para "Cabo Branco", que já foi o nome da cidade e hoje é nome de um bairro de lá. Como é uma cidade turistica (incomparável a Luis Correia... por motivos obóvios...) o pessoal botou banca porque teria que mudar os nomes há muito gravados em camizetas e suvenirs... rs além do mais: "o pessoal botou banca pq já estava acostumado ao nome e pelo prejuizo financeiro que iriam ter no comercio, turismo, empresas, cartórios, meios de comunicação, cores, imprensa, história...enfim, um prejuízo imensurável, e não por camisetas e suvenirs. Mudar uma marca de uma empresa já é complicado, imagine de uma cidade", como acrescenta o Paraibano Ígor Medeiros-correspondente. (rs)
outro detalhe que não não mudaria apenas o nome (que é de um ex-presidente da caitania da Paraíba, algo como governador para os dias de hoje e Candidato a vice-presidência do Brasil que foi, que foi assassinado fato que ajudou a desencadear a revolução de 30, acho que um dos poucos se não únicos "governantes" deste país a terem passodo pro isso - não que eu esteja querendo comparar aos estados unidos...rs) mudaria também o que está escrito na bandeira Parnaibana, pra que não sabe: "Nego"-me a esclarescer (rs), pela "carga negativa da palavra", que em si já é uma negativa. e as cores (vermelha e preta) também mudariam pelo mesmo motivos, já que representam, sangue e morte...

acho que as mudanças não dam nem tanto trabalho assim tem uma representatividade significativa pra identidade de cada lugar...

voto: Sim!

Poesia e Música

amanhã 21 de Novembro acontece no espaço cultural trilhos uma Noite de Poesia e Música. em sua terceira edição o evento homenageia o poeta Chacal que está em Teresina e vai participar da noite!
lenda da poesia marginal, Chacal participou da transição do Tropicalismo para para a nova ordem do passar "de mão em mão" as produções literárias, ele é um dos pais da guerrilha no Brasil! teve seus primeiros livros reproduzidos em mimeógrafo (aparelho que quem é da minha época só lembra pelo cheiro de álcool que ficava nas provas que a gente fazia na escola...) ficando assim, aquela geração conhecida como geração mimeógrafo, o máximo da produção alternativa para a época, década efervecente de 1970, só inesquecível século XX.

Prova de amor


a Maior prova de Amor que eu já ouvi na minha vida foi a seguinte declaração:

"eu quero morrer depois que a minha mãe porque ela já sofreu de mais na vida, não merece a dor de perder um filho"

a autôra da declaração é a Van - Vanessa Mendonça - a filha mais consciente e o com o amor mais incondicional que eu já vi. quando o natural é que o incondicional venha dos pais, ou mais especificamente das mães...

quando eu crescer quero ter filhos com a mesma consciência da Van!

antídoto congênito

ou vacinada de nascença se preferir...

motivos pra não ser uma rebelde (com justíssimas causas): decidi logo cedo que não acabaria com meus pulmões com cigarros, não ficaria caindo de bebada sem saber quem ou o quê iria me levar pra casa no manhã seguinte, não acabaria com meu cerebro (que nunca andou mesmo muito bem com as próprias pernas...) com outras drogas, as ilícitas. resumindo, que não prejudicaria a mim mesma com a reles desculpa esfarrapada de tentar atingir aos outros, como se alguém se impotasse o suficiente para mudar de atitudes para tentar "salvar" uma "jovem com desvio de conduta, ou, simplesmente, drogada". (desculpas, segundo os especialistas mais usada por quem faz essas coisas.... ou não né!?)

motivos para não ser prostituta: acho, só acho... que iria morrer de fome! alternativas à isso preferiria as alternativas seguintes, mas contra elas também tenho bons motivos....

motivos para não ser ladra, ou assassina, ou traficante (...): só a imaginação (muito fértil , no caso) de uma sela cheia de gente, quente que só o cão (lembrando que ainda não falei em sair de casa, então supomos ainda morando em Teresina... pensa comigo! tá imaginando também? bom motivo né!?) sim, mas esse nem é o mairo motivo, o principal com certeza é: não poder sair na hora que se quer, não poder fazer o que quizer, quando quizer... a idéia de falta de liberdade é sufocante, não conseguiria passar muito tempo... não mesmo. ainda mais depois que assisti "carandiru", sai do cinema com a cereza de que um lugar como aquele era o último que eu estaria na vida.

motivos para não ter fugido de casa (todo mundo pensa nisso ao menos 15 vezes na vida depois dos 12 anos e antes dos 18...) a probabilidade de acontecer alguma das possibilidades anteriores e a certeza de que seria melhor pra mim e pior para os outros se eu ficasse. o que é obrigatóriamente verdade, mas na época era essa a idéia...

motivos pra não desistir, quando surge uma oportunidade qualquer: tenho pressa de viver e desistindo a gente perde muito tempo. (dá pra entender que tô falando daquelas situações que a gente sabe que está no caminho certo, tal e de repente aparece um querendo colocar o pé no meio pra gente cair??)

motivos pra não ser depressiva: também é uma perda de tempo. eu sei que a Van vai dizer que não se escolhe ser assim, mas é isso que eu penso sempre que um tristezinha vem chegando... daí, passa, é por isso o título do post... um antídoto dentro da propria mente, eu tembém não escolho pensar assim, mas tem funcionado. tiro onda com os motivos da tristesa, tá certo que ultimamente tem sido com boas doses de humor negro, mas também conta. mas acho também que outro motivo é não ser tão realista. ou, talves seja justamente porque sou, sei que tudo vai passar e acabo tirando um pouco da importância mínima que um troço desse deveria ter... (deu pra enteder? rs)

bom, motivos todos temos, muitos, as vezes até de mais. mas eles sempre servem pra alguma coisa. nem que seja pra um post.
amanhã eu acrescento mais algumas coisas à lista, ou simplesmente mudo de opinião mesmo sem motivos... vai saber!

(- mas, espera aí, então, o que é que ela faz da vida?????
- sou gente boa!)

15.11.08

conversas de ônibus

lá vem o ônibus. eita! será que é esse mesmo?
ah! é. rumo ao centro
...

- Como mulher tem coisa na bolsa, não? é impressionante!
- rs. é...
- tudo que se procurar tem. não sei porquê! na minha tem de tudo! até sombrinha.
- ...
- uma vez por mês eu faço uma limpa na, minha, você não faz não?
- an ram (todo dia!)
- é tem que fazer! e eu ainda tenho uma maior que essa que quando eu uso falto não aguentar. ave!
- é quanto maior a bolsa mais a gente coloca coisas dentro...
- eu ainda colocava uma agenda enorme dentro, mas depois que eu descobri aquelas agendinhas deste tamnho... sabe qual é? assim ó, deste tamanho. só uso elas, taco aqui dentro. já viu aqueles pentezinhos da avon? desse tamaninho? são ótimos!
- não
- ah! são ótimos! se bem que eu só vivo com o meu cabelo amarrado... acho que vou fazer aquelas escovas progressivas e cortar o cabelo curtinho, tipo channel. em Teresina não sei porque as mulheres insistem em ter o cabelo grande, né mulher!?
- :)
- eu só ando com o meu amarrado, logo eu sou diretora de uma escola e aí ja sabe né?! piolho. ave Maria! morro de medo! porque tem cada mãe... você nem acredita! tem umas que não, mas tem cada uma, faz é pena.
- ...
- tem uma meninazinha lá que é loirinha, que o cabelo dela é lindo! sabe aquele loiro que todo mundo gostaria de ter? pois a menina tem! mas faz é pena. a mãe não tá nem aí! tinha dias que ela vinha com uma chinela rosa e outra vermelha! sabe que até uma outra mãe pediu a menina pra criar? a mãe dela deu. menina! precisava ver a diferença! a menina vinha limpinha, arrumada, calçada, ficou liinda!
- Meu Deus!
- é! aí a avó da menina inventou de dizer pra mãe que a gente dá é cachorro, né filho não. aí a mãe foi lá e tomou a menina! rum! foi uma luta pra gente tratar da minina depois, até hoje a gente acompanha. ela dizia: "tia, lá eu comia todo dia, lanchava, dormia toda tarde, dormia no ventilador, tia! era tão bom!". mas aí o que é que a gente pode fazer? eu só dizia: "ow minha filha, a tia não pode fazer nada!". era a mãe né? quê que a gente pode fazer? agora tá aí, vindo suginha pra escola de novo.
- Meu Deus!!
- rum, tem alguns deles que faltam à escola pra ir pro lixão. eu não aceito nada deles. quer dizer eu até aceito, mas não como não, guardo pra jogar fora depois. vai saber se é do lixão! quando você vê muita barra de chocolate aparecendo assim, pode esperar! é do lixão! Mas agora acho que vai melhorar tem um projeto aí que a gente dá almoço, eles vão pra casa e de tarde voltam pra escola pra fazer outras atividades. tem aula de reforço especial de português, futebol, judô, capoeira, dança...
- é voluntário?
- não é um projeto piloto do governo federal. já tem em mais de 20 escolas estaduais e 11 municipais. é bom porque aí eles não ficam na rua e também tem almoço, que é difícil ter em casa. já que os pais não estão nem aí. o povo diz que o ensino público não presta! é, presta não! a escola não pode fazer milagre ficando só quatro horas por dia com essas crianças.
- é tem que ser um trabalho em conjunto (pensando alto. ela nem ouviu). é minha parada vou descer.
- tchau!


como diria o Rock (Lazaro), de Ó paí ó! : "coiso torto e (o travesti,q ue eu esqueci o nome) são o retrato da realidade deste país, o turista que que ver mesmo!"

me sentindo uma turista, acho que quem deve ver mesmo é toda a sociedade, todo mundo.

13.11.08

Interferência










Acho que é preciso ter disposição para colocar um projeto na gaveta. Aliás, os projetos nasceram para ser engavetados. Pelo menos o primeiro, o piloto, o que deu origem ao modelo final. Foi o que fizemos com o “Interferência”, programa 100% piauiense que estreou esta semana.

Normalmente temos uma idéia forçada, aquelas que saem sobre forte pressão. Rabiscamos um papel que chamamos de projeto e corremos para colocar tudo em prática do jeito que der. Na prática, nada se aproveita. Infelizmente desconsideramos uma idéia que surge de um bate-papo cercado de leveza. Preferimos a idéia que surge atrás de uma mesa de escritório.

Eu estava conversando em uma lanchonete com o Henrique Douglas lá pelo final de 2007 quando tivemos a idéia de um programa que tivesse matérias jornalísticas, música e cinema. Entre uma mordida no sanduíche Bauru e um gole na coca-cola, surgia uma nova idéia a ser incrementada. Fomos para casa com esse projeto, mas esse, claro, foi para a gaveta.

Na segunda conversa, mais idéias. Desta vez sentado na calçada em frente à casa número 520 e 521 da Rua Firmino Pires – sul. Mais uma vez, gaveta. Até que veio a idéia de trazer para junto de nós Airton Ramos (adoro trabalhar com ele!). Airton nos ajudou a fazer muitos outros novos projetos e jogar tudo dentro da gaveta para futura apreciação.

Colocar na gaveta significa ter disposição para adicionar coisas ao projeto inicial. Sem pressa! Quem sofre pressão é bancário, contador, mestre-de-obras, estivador, caminhoneiro, enfim, tudo que envolve força ou agilidade e pouca inspiração. Tenho a sensação que a comunicação se faz como uma composição musical ou uma pintura. Faz-se com tempo e zelo. Sem a mesquinha pretensão de se tornar um ídolo adolescente ou uma referência na construção de novo modelos de comunicação de massa.

O “Interferência” é, no meu entender, um programa pelo menos assistível. Como não sou afeito a auto-elogio, prefiro que os outros atribuam o adjetivo que quiserem, por mais horrendos que sejam. Eles também são úteis. Mas eu acredito nele porque a gente teve coragem e disposição para rasgar muito papel e nem pensar em desistir quando a gaveta tava abarrotada. Ele nasceu porque a gente esqueceu que jornalista novo no mercado não tem know-how para fazer um programa; que roqueiro cabeludo e tatuado não tem responsabilidade; e que um cara que preside um grupo de jornalistas cooperados e pai de família não tem tempo para fazer marmota na televisão. O cabeludo mostrou seu compromisso. O pai de família escolheu o programa para ser o seu momento de recreio. E eu? Bom, eu não tenho o know-how, mas o programa está aí. Não para ser sucesso, mas para apreciação de todos, através de uma emissora de TV que nasceu com o papel de ser laboratório.

Por isso, queria agradecer aos que se deram ao trabalho de nos assistir na noite de terça-feira! Espero que sejam companhia para muitas outras terças-feiras, às 19 horas, no canal 2. Espero que vocês se divirtam com a diversão mais trabalhosa que já tivemos em nossas vidas e que digam se valeu a pena agente gastar tanto papel e fazer tanto projeto. E lembre-se: nunca permita que a sua gaveta esteja vazia!

Abraços

Joelson Giordani